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Pão pão, Queijo queijo

por mimi, em 25.03.09

Para mim as coisas só funcionam assim. Não me servem respostas dúbias. Gosto que me respondam com clareza, para não haver lugar a mal entendidos.

 

Quando pergunto a alguém se não há problema de o meu R. esperar ali um pouco, no mínimo espero uma resposta directa. Quando isso não acontece, não recebemos qualquer resposta porque a pessoa em causa brinca sobre qualquer coisa com o R. e retira-se, eu deduzo que a resposta será negativa.

 

Quando pergunto à avó dos meus filhos se não se importa de ficar com eles de sábado para domingo e recebo como resposta um sorriso e mudança de assunto, deduzo que não seja muito do agrado ficar com eles, embora desde que o meu R. nasceu e já lá vão 12 anos, ficou lá uma vez sozinho e outra já com o irmão á cerca de 6 meses.

 

Eu sei que os avós os adoram, mas também sei que especialmente a avó entra em stress com eles, embora sejam crianças que não dão trabalho e o mais novo tendo o irmão não chateia ninguém.

 

Mas fico um bocadinho sentida, porque nunca lhes peço nada, e esperava outra reacção.

 

Agora não sei o que faça. O mais certo é alterar os nossos planos. Queria aproveitar o facto do marido ter que ir a Lisboa no Domingo de manhã cedo para ir com ele, para podermos também aproveitar e passearmos um pouco, enfim ficarmos sozinhos, namorarmos, porque ultimamente as oportunidades são tão poucas e acho que faz falta a qualquer casal.

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SOU UMA PARVA

por mimi, em 28.11.08

 

Comentava comigo uma conhecida, que a vida estava muito má, que estava tudo muito caro, e que como estava de baixa já á alguns meses, estava a passar algumas dificuldades, isto apesar de o marido ter um excelente emprego e ganhar muito bem, confidenciava-me ainda que para conseguirem suportar as despesas tinham pedido dinheiro emprestado a um familiar este mês.
 
Eu fiquei um pouco preocupada e até comentei em casa, que pessoas que nunca lhes faltou nada, que sempre tiveram tudo do bom e do melhor e de repente verem-se numa situação destas, não deve ser fácil.
 
Passam-se uns dias e esta senhora telefona-me, e volta a falar-me que a vida está difícil, quando se sai com esta que me deixa sem palavras: “...nós lá em casa já combinámos que este natal as prendas vão ser reduzidas, chegámos a um acordo com os miúdos que só compraríamos uma prenda para todos, como precisamos de mudar de televisor, vamos comprar um plasma como eles querem”.
 
Fiquei com a ideia que realmente as dificuldades não devem ser assim tantas.
 
Ontem volto a encontrá-la e ela diz-me que anda muito cansada e que precisa de espairecer, então, estão a pensar ir passar um destes próximos fim de semana prolongados a um Resort com SPA. Eu só lhe respondi, acho que fazem muito bem, eu se pudesse também ia.
 
Chego a casa e conto ao marido e ele sai-se com esta: “ És mesmo parva, só tu para teres pena de gente assim, dificuldades, têm aquelas famílias que querem comprar bens essenciais, como comida e não conseguem, porque os ordenados não chegam ao fim do mês...”
 
Pronto, tenho que lhe dar razão, SOU UMA PARVA.

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