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Afinal o que vale a pena...

por mimi, em 04.02.09

 

Depois de ter passado por vários blogues e de ter lido vários desabafos de pais cansados, esgotados, desmotivados, sem perspectivas e depois de também ter lido vários comentários de incentivo, apeteceu-me reflectir sobre este assunto.

 

Mas afinal o que vale a pena valorizar na vida.

 

Será que não devemos ficar felizes por ter filhos desejados saudáveis, ao invés de nos queixarmos sistematicamente que dão muito trabalho e que chegamos ao fim do dia esgotados.

 

Será que não devemos ficar felizes por termos um emprego, apesar de não sermos valorizados e de sermos mal pagos.

 

Será que não devemos ficar felizes por termos uma casa, apesar de todos os meses pagarmos uma prestação altíssima ao banco.

 

Será que não devemos ficar felizes por termos ao nosso lado o companheiro que escolhemos, pai dos nossos filhos, apesar de não ser perfeito.

 

Será que não devemos ficar felizes por todos os dias podermos colocar comida na mesa, apesar de termos que fazer as compras e ter o trabalho de a confeccionar.

 

Será que não devemos ficar felizes por termos amigos, apesar de muitas vezes dar-mos mais do que recebemos.

 

Será que não devemos ficar felizes por termos a casa de pantanas, com brinquedos espalhados por todo o lado, se isso é sinal que temos crianças felizes a brincar, ao invés de estarem apáticas no sofá a olhar para a TV.

 

Será que não devemos ficar felizes, porque o dinheiro não estica e andamos a namorar aquela mala à meses e este mês finalmente vai dar para a comprar.

 

etc., etc., etc.

 

Eu acho que realmente a vida é feita de coisas boas e outras menos boas. E está nas mãos de todos nós, tirar-mos o melhor partido de tudo isto, e se para isso for preciso seguir caminhos diferentes ou alterar prioridades, apesar do muito trabalho que dá, dever-se-á pelo menos tentar.
 
As minhas prioridades e maneira de estar, tiveram que ser alteradas com o nascimento do meu segundo filho. É impossível ter dois filhos, uma casa para cuidar e um emprego a tempo inteiro e conseguir dar a mesma atenção a tudo da mesma maneira. O tempo não estica e então foi preciso definir prioridades.
 
Sempre tive as coisas em casa organizadas e tudo impecavelmente arrumado. Hoje já não posso dizer o mesmo. Para mim o mais importante são os meus filhos e o tempo que passo com eles. Apesar de pouco  é de qualidade. Quantas vezes não chego a casa e em vez de ir tratar do jantar me sento a brincar com o mais pequeno, ou então a ajudar o mais velho com os trabalhos da escola, ou simplesmente a ouvi-lo contar como foi o seu dia.
 
Com isto não quero dizer que é tudo um mar de rosas. Raros são os dias que não me deito esgotada. Mas o mais importante é que me deito sempre com a convicção de que aquele caminho que percorro é o que me deixa feliz e realizada, apesar de não ser tudo perfeito.

 

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