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COMPANHEIRISMO

por mimi, em 14.11.08

 

 

 

 

Na passada terça feira, tivemos o feriado da cidade. Aproveitei e fiz uma pontezinha, para carregar baterias. No entanto as crianças tiveram um dia de segunda feira normal com aulas e infantário.  Embora o mais pequeno pudesse ter ficado comigo, achei melhor levá-lo ao infantário porque iria ser um dia diferente, tiveram um magusto e depois um baile. Ele adorou e quando o fui buscar, foi um castigo para o levar para casa.

 

Aproveitando o facto de ser tão raro ter um dia só para mim e para o M., aproveitámos e fomos fazer umas comprinhas, relaxados, sem pressas, com tempo para namorar e passear de mão dada. Já nem me lembro da última vez que estivemos assim, só os dois, durante um dia inteiro.

 

Bastou este dia, para trazer ao de cimo o companheirismo e o romantismo que sempre existiu entre nós, mas que estava meio adormecido.  

 

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IMIGRANTES

por mimi, em 13.11.08

 

Já tanto se escreveu sobre este tema, mas o que é certo é que somos um país de fortes tradições de emigrantes e que já deveríamos ter aprendido, a respeitar todas as pessoas, sejam elas portuguesas, brasileiras ou de outra nacionalidade qualquer.

 

Com isto não quero dizer que não hajam excepções á regra, porque existem e sempre existirão pessoas boas e más, cultas e incultas.

 

Eu apesar de nunca ter sido emigrante, os meus pais foram. Viveram e trabalharam na Alemanha durante 5 anos. E a recordação que têm não poderia ser melhor, foram acolhidos e integrados da melhor maneira possível, nunca se sentiram descriminados, mas o mesmo não poderão dizer milhares de portugueses que foram marginalizados e que sofreram descriminação nos países de acolhimento.

 

Este tema vem a propósito de uma situação que presenciei ontem numa loja dos CTT.

 

Tínhamos que fazer uma fila única, porque o dispensador de senhas estava avariado, e eu cheguei e coloquei-me no final da fila, sem prestar muita atenção a quem já lá estava porque tinha uns impressos para preencher. Passados uns 10 min. de eu ter chegado, chegaram 2 cidadãs brasileiras, que em vez de se colocarem no final da fila, dirigiram-se a uma senhora idosa que estava de pé com a ajuda de uma bengala, e que tinha bastante dificuldade de locomoção e disseram-lhe que ela tinha prioridade, que se deveria deslocar para o início da fila. A senhora idosa, ainda perguntou duas vezes se podia mesmo e elas claro que sim. Então a senhora com um sorriso de agradecimento dirigiu-se para o princípio das fila e qual não é o meu espanto, quando dois homens começaram a resmungar por a senhora idosa ter passado á frente deles.

 

Posso-vos dizer que estavam mais de 30 pessoas á espera de serem atendidas e nenhuma delas teve a amabilidade que estas mulheres brasileiras tiveram com aquela senhora (incluindo-me a mim, que realmente de tão distraída que estava nem me apercebi da sua presença).

 

Acho que foram de uma generosidade imensa, porque apesar de não estarem no seu país, deram um paço á frente e fizeram o que estava correcto.

 

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De Regresso

por mimi, em 12.11.08

 

Roxette - Listen to youre heart

 

Depois de 4 diazinhos em casa, aqui estou eu de regresso e cheia de energia.

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SONHOS ADIADOS

por mimi, em 06.11.08

 

 

Eu, no início do ano que decorre, não fiz, como muita gente, uma lista de sonhos, metas ou objectivos a cumprir ao longo do ano.

Mas, mentalmente, defini alguns pontos que gostaria de fazer ou de começar a fazer. A menos de 2 meses do fim do ano, constato que além de não ter conseguido fazer quase nenhum, pelo contrário, regredi nos meus propósitos.

 

Um dos objectivos era dedicar mais tempo a mim própria. (Neste momento tenho menos do que tinha à 1 ano atrás);

 

Fazer programas mensais a dois. (O máximo que consegui foram 2 ou 3 ao longo do ano);

 

Dedicar mais tempo aos meus filhos. (Só consegui manter +/- o mesmo tempo dedicado exclusivamente a eles);

 

Fazer umas escapadelas de fim de semana em família. (Só conseguimos por duas vezes)

 

Ler todos aqueles livros que tenho no escritório e que ainda não li. (Foi o ponto que regrediu mais, porque a quantidade de livros aumentou e só consegui ler 3 ao longo do ano);

 

Não exceder o orçamento familiar de acordo com o estipulado. (Ainda não consegui, mas estou quase lá);

 

Afastar-me de todas aquelas pessoas que se fazem passar por supostos amigos e que só me fazem mal. (Ponto superado);

 

Conseguir organizar-me em casa, para não depender de terceiros em relação ás tarefas domésticas. (Ponto agravado, não consegui e acho que vou retirar este objectivo por ser quase impossível de concretizar);

 

Conclusão, acho que vou ter que repensar nos meus objectivos para o ano que vem.

 

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Música-dependente

por mimi, em 05.11.08

 

 

 

 

 

Sugababes - Too Lost In You

 

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CRIANÇAS ESCLARECIDAS

por mimi, em 04.11.08

 

 

 Eu sempre tive a convicção de que não se deveria esconder nada ás crianças, nem mostrar-lhes que o mundo é só cor de rosa. Mesmo naqueles temas mais polémicos que normalmente os pais tendem a suavizar, eu não acho bem. Nomeadamente em relação á morte, á pedofilia, aos raptos, aos maus tratos, etc.

Sempre ensinei e sempre tentei responder, a todas as perguntas o mais fiel com a realidade ao meu filho R. Nunca deixei de ir a um funeral por não o querer levar, desde muito pequeno que lhe expliquei que as pessoas morrem e sempre lhe disse o que se fazia com os mortos.

Quando começou a aparecer nas notícias a toda a hora sobre o escândalo da casa pia, expliquei-lhe o significado da palavra pedofilia quando ele perguntou.

E devemos ensiná-los e incentivá-los a perguntar quando têm alguma dúvida, por exemplo, ainda esta semana o meu R. me perguntou se um menino que é diabético da sala dele, na aula de educ. física o nariz começou a sangrar, se através do sangue poderia contagiar alguém com diabetes. Para nós adultos parece uma pergunta com resposta obvia, mas para as crianças é normal terem esta dúvida, porque normalmente só ouvem falar de sida, e de como se contagia e então as outras doenças? Pensarão eles.

 

Estes são aqueles temas mais polémicos e que muitos pais tendem a fugir deles, muitos por não conseguirem expressar-se de maneira a que os filhos entendam, outros porque acham que os filhos têm tempo de aprender estas coisas mais tarde.

 

Depois existem aqueles assuntos, práticos, dos dia a dia que não deixam de ser menos importantes.

 

Acho que lhes devemos ensinar desde bastantes pequenos, por exemplo o que devem fazer se se perderem num centro comercial qualquer, devemos ensinar-lhes a direcção, um nº de telemóvel dos pais, etc..

 

Isto tudo vem a propósito de uma situação real que aconteceu com um filho de um amigo meu. E que poderia ter-se transformado numa tragédia se a criança não estivesse esclarecida pelos pais e se não a tivessem preparado para uma situação semelhante.

 

O meu amigo tem um filho com 5 anos. E na sexta-feira passada foi colocá-lo no autocarro, e tinha combinado com o pai, de ele ir buscar o neto ás 18h á paragem do autocarro. O que aconteceu é que o avó se esqueceu e ele acabou por estar na paragem 1h30 á espera que alguém o fosse buscar.

 

O meu amigo só diz, se não tivesse ensinado o filho de que não deve sair do lugar de onde está que alguém o há-de ir buscar, se calhar tinha perdido o filho na sexta feira. Porque numa cidade como Coimbra, ás 19h30 da noite uma criança de 5 anos a deambular pelas ruas, torna-se num alvo muito fácil para qualquer predador.

 

Eu só de o escutar a dizer isto, fiquei toda arrepiada e a imaginar a aflição dos pais, quando se aperceberam que o filho de 5 anos estava sozinho de noite numa paragem de autocarro.

 

 

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DE BARRIGA CHEIA!!!

por mimi, em 03.11.08

 

 

Nunca vos aconteceu estarem tristes e com vontade de baterem no mundo inteiro e ao pensarem melhor nos vossos problemas, concluírem que os vossos problemas comparados com tantos outros são minúsculos.

 

Isto ultimamente tem-me acontecido imensas vezes. Ainda ontem,  estava triste com vontade de chorar e depois de ter visto uma reportagem na TV, em que uma mulher jovem, por má assistência médica, uma infecção que poderia ter sido tratada a tempo, não o foi e fez que essa mesma infecção alastrasse ao sangue e no espaço de 16h, para a salvarem  tiveram que lhe cortar ambos os pés e ambas as mãos.

Isto sim é uma tragédia e depois de ver esta reportagem, só me apeteceu bater em mim própria, porque felizmente problemas sérios, não tenho, só pequenas arrelias do dia a dia que ao pé deste caso e de tantos outros é muito insignificante. 

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